sábado, 15 de julho de 2017

Resultados – Congresso Brasileiro de Biomecânica

O Congresso Brasileiro de Biomecânica de 2017, que ocorreu nos dias 8, 9, 10 e 11 de maio, foi o maior congresso da história em número de participantes e trabalhos apresentados. Mas o sucesso do congresso não se mostra apenas pelo número de participantes, mas também pela qualidade das palestras, mesas redondas e discussões, assim como na organização e desenvolvimento do evento. Foi pensando nisso que, com muito carinho, a comissão organizadora disponibilizou durante o congresso o acesso a um aplicativo (Makadu) para os participantes avaliarem as palestras, realizarem downloads das apresentações, além de poderem enviar perguntas aos palestrantes. E para mostrar o sucesso do evento, trazemos os resultados apresentados pelo aplicativo.

1. Dados gerais:
Dados gerais do evento em números. As palestras foram avaliadas com notas entre 0 e 5.
* Usuários que interagiram com o aplicativo.
2. Top 10 – Número de Downloads:

3. Número de downloads por palestra:

4. Top 10 – Número de perguntas:

5. Número de perguntas por palestra:
Destaque para o número de perguntas durante o simpósio em neuromecânica aplicada, alcançando o objetivo de gerar uma discussão profunda sobre os temas debatidos.


6. Top 10 - Número de avaliações:



7. Número de avaliações e nota média por palestra:
As palestras foram avaliadas com notas entre 0 e 5.


8. Avaliação geral do evento:


Com base nas avaliações realizadas, a média geral de avaliação do evento foi de 4,1 (total de 5,0), comprovando o sucesso do congresso.

Agradecemos a participação e avaliação de todos durante o evento.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Dia Nacional da Biomecânica LEDEHU/FEFF/UFAM

No dia 06 de Abril de 2017, o Laboratório de Estudos do Desempenho Humano da Universidade Federal do Amazonas (LEDEHU/FEFF/UFAM) (Figura 1) realizou um dia de portas abertas para a comunidade em geral, alunos, professores e curiosos. Neste dia, o laboratório realizou demonstrações de todos os seus equipamentos utilizados nas rotinas de coletas e experimentos voltados a Biomecânica (Figura 2), além de seus principais projetos de pesquisas realizados no laboratório, bem como explicações acerca de seus funcionamentos e principais aplicações no âmbito da Biomecânica.
Figura 1
Sendo assim, todas as pessoas que compareceram ao evento tiveram a oportunidade de experimentar, se divertir e acompanhar como funcionam as avaliações e análises biomecânicas em diversos instrumentos de avaliação, bem como suas aplicações no dia a dia, como: análise de saltos e da marcha, na plataforma de força; análise termográfica do corpo, por meio de câmera termográfica; análise de capacidade de torque muscular, por meio de dinamômetro isocinético; análise da composição corporal, utilizando plicômetros, paquímetros e pletismografia por deslocamento de ar (BODPOD); análise da ativação muscular por eletromiografia de superfície; e análise de diversos movimentos por centrais inerciais
.
Figura 2
O evento contou com a participação de mais de 170 pessoas, dentre eles, profissionais, professores e acadêmicos de diversas áreas (Figura 3), onde grande parte registraram a sua participação e sua avaliação sobre o evento. Também foi disponibilizado aos visitantes encartes explicativos sobre o Dia Nacional da Biomecânica e sobre a Biomecânica e seus métodos de avaliação
. É importante destacar que a Biomecânica ainda se encontra em um processo embrionário na Região Norte do Brasil e principalmente em Manaus/AM, pois a maioria dos laboratórios se concentram na região Sul e Sudeste do País. Manaus é considerada ainda uma cidade de difícil acesso comparado aos demais estados, pois fica localizada no meio da Floresta Amazônica. No Entanto, a aproximadamente 8 anos um grupo de jovens pesquisadores em Biomecânica, formados na região Sul e Sudeste do País migraram para a região e desde lá vem incentivando o desenvolvimento da Biomecânica na região. Desta forma, temos a certeza que a realização do NBD em nossa região conseguiu intensificar a disseminação da informação, demonstrando a comunidade em geral a importância da Biomecânica.
Figura 3
Nosso evento atingiu profissionais e acadêmicos de diferentes formações (Educação Física, Fisioterapia, Medicina, Engenharias, entre outros), e em diferentes níveis (graduação, pós-graduação lato e stricto sensu) despertando o interesse pela área da Biomecânica. Acreditamos que devido a isto somos merecedores deste reconhecimento, pois nossa luta pela consolidação da Biomecânica, em uma região ainda esquecida, é diária.




Vídeo completo:


Prof. Dr. João Otacilio Libardoni dos Santos
Proponente do evento
Laboratório de Estudo do Desempenho Humano - LEDEHU
Faculdade de Educação Física e Fisioterapia - FEFF
                   Universidade Federal do Amazonas - UFAM 

Equipe organizadora: João Otacilio Libardoni Dos Santos, João Claudio Braga Pereira Machado, Karla De Jesus, Kelly De Jesus, Vinicius Cavalcante, Luhan Ammy Andrade Picanço, Ahlan Benezar Lima, Alexsandro Carneiro De Lima, Ariely Coelho, Ericles De Paiva Vieira, Israel Adinon Santos Da Silva, Júlio Cézar Kitzinger Marques, Leonardo Parente Gentil, Lucas Gabriel Da Costa Antony Moreira, Lucas Tavares, Lucas Silva Da Cruz, Mônica Martins Abreu e Rian Morais Dos Santos.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia nacional da biomecânica: Visita técnica aos laboratórios da Universidade Federal de Minas Gerais

Visita técnica aos laboratórios da Universidade Federal de Minas Gerais

Com o intuito de demonstrar o ambiente laboratorial bem como os instrumentos mais frequentemente utilizados em biomecânica, o professor doutor Fabrício A. de Magalhães organizou uma visita técnica dos alunos do curso de Fisioterapia do Centro Universitário UNIBH aos laboratórios da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG em 29/04/2017.
O primeiro foi o Laboratório de Análise do Movimento (LAM), onde os alunos conheceram a rotina de funcionamento de um sistema opto-eletrônico estéreo-fotogramétrico sincronizado com plataformas de forças, de um sistema de análise do movimento composto por sensores inerciais, além de softwares para o processamento de dados. 

Em seguida, os alunos conheceram o Laboratório de Performance Humana com a prática de uma avaliação usando dinamometria isocinética aliada à eletromiografia. Por fim, os alunos foram encaminhados ao Laboratório de Biomecânica do Esporte (BIOLAB), onde foram conduzidos testes de saltos verticais no tapete de contato e testes das propriedades passivas musculares usando o dinamômetro Flexmachine. De forma geral, foram apresentadas informações sobre os instrumentos (marca/modelo), frequência e software de aquisição, etapas de preparação dos sistemas supracitados e do participante, além da visualização dos dados obtidos nas coletas. 
Assim, foi possível a observação das análises cinéticas e cinemáticas, além de fomentar o conhecimento dos discentes e demonstrar a aplicabilidade dos assuntos abordados em sala de aula.

Segue abaixo o depoimento de duas alunas que participaram da visita técnica:

“Achei a visita aos laboratórios de biomecânica da UFMG, uma oportunidade ímpar para agregar conhecimento ao curso, em tal visita tivemos a oportunidade de não só conhecer a funcionalidade dos instrumentos, mas também de sua aplicabilidade prática. Achei muito interessante a visita e enriquecedora em questão de conteúdo. ”
Kezia Kethleen Silva Campos

“Gostei muito da visita, achei importante ter contato com os equipamentos que ainda não temos no UNIBH. Todos os instrumentos são interessantes e gostei particularmente do Laboratório de Performance Humana.”
Lais Keite Campos Ferreira




video






__________________________________________

Organizador: Prof. Dr. Fabrício Anicio de Magalhães

  • Graduado em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2003).
  • Especialista em Fisioterapia Esportiva com ênfase em recursos terapêuticos manuais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2005).
  • Mestre em Ciências do Esporte (linha de pesquisa: Análise Biomecânica do Movimento) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010).
  • Doutor em Bioengenharia (linha de pesquisa: Biomecânica e Controle da Função Motora) pela Universidade de Bolonha (Itália).
  • Pós-doutor em Ciências da Reabilitação (linha de pesquisa: Estudos do Desempenho Motor e Funcional Humano) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2017).
  • Professor adjunto do curso de graduação em Fisioterapia do Centro Universitário UNIBH (desde 2015).
  • Professor convidado do curso de especialização em Fisioterapia Aplicada à Terapia Manual da Pontifícia Universidade Cat
    ólica de Minas Gerais (desde 2016).
  • Professor convidado do curso de especialização em Avanços Clínicos em Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais (desde 2015).
  • Professor convidado do curso de mestrado/doutorado em Ciências da Reabilitação da Universidade Federal de Minas Gerais (desde 2014).
  • Pesquisador na área de análise do movimento humano no SESI/FIEMG (desde 20170.
  • Experiência clínica em Fisioterapia ortopédica, traumatológica, reumatológica e esportiva.
  • Experiência na docência do ensino superior e pesquisador nas seguintes áreas: análise do movimento humano, cinesiologia, biomecânica, cineantropometria, anatomia, fisiologia, esportes e recursos de foto-eletro-termo terapia.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Biomecânica aplicada no cotidiano - Dia Nacional da Biomecânica
Laboratório de Biomecânica - LABIOMEC
Universidade Federal de Santa Maria


        O National Biomechanics Day (NBD) é um evento criado para o público do ensino médio. O objetivo desse dia é atrair o interesse na biomecânica em vários aspectos como performance, saúde, qualidade de vida, equipamentos, e aplicações desse conhecimento na sociedade. Em nosso evento, o objetivo foi explicar a biomecânica da maneira simples, tentando despertar o senso crítico com situações do cotidiano e envolver os alunos em demonstrações práticas. Para o desenvolvimento do nosso NBD escolhemos os estudantes do Colégio Técnico-Industrial de Santa Maria (CTISM), pois estes têm envolvimento com conceitos básicos de biomecânica nas disciplinas de base do curso técnico integrado. Nosso evento foi dividido em uma palestra inicial e, após, três demonstrações práticas. Na palestra introduzimos o assunto com o objetivo principal do NBD, conceitos básicos, equipamentos de medição, projetos e participantes do laboratório, com duração de 2 horas. A seguir, os alunos foram separados em 3 grupos para as demonstrações práticas.

As demonstrações práticas duraram em torno de 40 minutos cada e foi dada a oportunidade aos alunos de experenciar a biomecânica em atividades cotidianas com medidas de pressão plantar, potência do ciclismo e função muscular. Os participantes do LABIOMEC foram incluídos nas atividades, para que relatassem a realidade de pesquisas em curso no laboratório. Os equipamentos utilizados foram um baropodômetro, um ciclossimulador, um dinamômetro portátil e um eletromiógrafo.

        Do nosso laboratório participaram 4 alunos de graduação, 4 alunos de mestrado, 4 profissionais graduados e 4 professores de 2 diferentes universidades. Nosso público foi de 77 alunos de ensino médio, com idade média de 16,28 anos (15 - 18 anos), supervisados por 4 professores. Todos envolvidos foram convidados a responder um questionário de avaliação do evento para recebermos um feedback da atividade.


Consideramos que nossa atividade cumpriu seu objetivo. Durante o desenvolvimento os estudantes participaram ativamente das atividades propostas, assim como os professores, que auxiliaram com perguntas relacionadas ao conhecimento que os alunos tiveram no curso técnico integrado.






Confira o vídeo:


Carlos Bolli Mota1, Michele Forgiarini Saccol1, Juliana Corrêa Soares2, Karine Josibel Velasquez Stoelben1, Fabrício Santana da Silva1, Laura Rossetto Foschera1, Kélen Munhos Pinto1


1 Universidade Federal de Santa Maria

2 Faculdade Metodista de Santa Maria

segunda-feira, 29 de maio de 2017

DIA NACIONAL DA BIOMECÂNICA: BiomecDemo no FISIOMEC/PUCRS

              No dia 5 de abril o grupo de Pesquisa em Fisiologia do Exercício e Biomecânica, FISIOMEC/PUCRS, realizou no LAPAFI - Laboratório de Avaliação e Pesquisa em Atividade Física, a produção do BiomecDemo para aproximadamente 40 alunos do ensino médio das escolas de Porto Alegre.


O objetivo da realização da BiomecDemo foi proporcionar o contato do público com alguns equipamentos de análise Biomecânica, através de atividades “hands on”. Muito mais que uma demonstração, a atividade teve a intenção de despertar o interesse dos participantes em Biomecânica, através da prática de alguns métodos de pesquisa, análises e interpretações.

   Outro ponto importante é a ampliação do conhecimento dos participantes em relação às possibilidades que o curso de educação física oferece, como é o caso da Biomecânica. Nossa intenção é mostrar que estudar Educação Física não se resume apenas a aprender sobre esportes específicos, mas que existe muita informação por trás destes esportes que pode e deve ser estudada. Isto pois, a partir do conhecimento é possível que o verdadeiro valor do estudo desta área seja reconhecido e aplicado. 
       A atividade foi desenvolvida através da participação de pequenos grupos em 3 estações de coleta de dados e pesquisa. As temáticas envolvidas foram “Avaliação Biomecânica da Marcha através de Plataformas de Força e Eletromiografia”, “Utilização da ecografia como ferramenta de análise da arquitetura muscular” e “Avaliação de movimentos utilizando o Sensor Inercial”. Os grupos permaneceram por volta de 20 minutos em cada estação, realizando uma rotação, para que todos pudessem presenciar todas as técnicas de análise. Os próprios estudantes do curso de Educação Física, bolsistas de iniciação científica, que lideraram as atividades de coleta, mostrando como as atividades de pesquisa em Biomecânica são interessantes, isto facilitou a aproximação e envolvimento do público.
       Além disso, todos tiveram a oportunidade de manipular os equipamentos, fazendo com que o envolvimento dos participantes fosse uma verdadeira imersão na técnica de avaliação. Foi notável a alegria e surpresa que todos os alunos demonstraram quando realmente operaram os equipamentos, os relatos empolgados de como havia sido interessante participar da Comemoração do dia Nacional da Biomecânica, não nos deixaram dúvidas de como o BiomecDemo foi um sucesso!


Andreia Gomes Aires
Bolsista de Apoio Técnico do LAPAFI –
Laboratório de Pesquisa e Avaliação em Atividade Física
Faculdade de Educação Física/PUCRS




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

BIOMECÂNICA NOS JOGOS PARALÍMPICOS | PARACICLISMO


Nestes dias ocorrem no Rio os Jogos Paralímpicos de 2016. Os Jogos Paralímpicos trazem para nós sentimentos mistos. Sentimentos de emoção e admiração por atletas que superam dificuldades as quais muitos de nós não imaginam ser possíveis de suportar, e sentimentos de indignação, como no caso de atletas que têm suas histórias de superação reveladas tendo como plano de fundo um acidente automobilístico, um atropelamento. Mas uma coisa que a vida nos ensina é que devemos valorizar a coisas boas, e as coisas ruins devem ser deixadas de lado. Devemos celebrar o que é bom. Um dos esportes mais emocionantes nos jogos paralímpicos é o ciclismo. Quanta força, quanta potência, e quanto controle de movimentos esses atletas mostram. Inicialmente apenas atletas com deficiência visual participavam do ciclismo paralímpico. Em 1984, atletas com paralisia cerebral e amputados foram incluídos e em 1988 o ciclismo paralímpico de estrada foi incluído no programa oficial, embora a classificação em categorias tenha sido estabelecida apenas em 1996. Provas no velódromo foram incluídas em 2000, assim como handcycling, ou ciclismo para cadeirantes. O ciclismo paralímpico exigiu algumas adaptações nas regras da UCI, com o uso de triciclos, bicicletas para duas pessoas e o uso das mãos para a propulsão da bicicleta. A produção científica no ciclismo paralímpico é insipiente. No medline, a busca por esses temas revela apenas 8 estudos, o que é ampliado se usarmos termos como handcycling e outros. Os estudos, até pouco tempo atrás, tinham um foco muito forte em desenvolver tecnologias que permitissem aos atletas a prática. Com o avanço tecnológico muito relacionado com esses estudos, hoje temos mais e mais grupos investigando aspectos de desempenho e treinamento desses atletas. Nestes jogos, o ciclismo paralímpico tem atletas com idade desde 18 até 58 anos. A maioria dos atletas é do sexo masculino, e a faixa etária com o maior número de atletas é a dos 30 aos 40 anos, seguido da faixa com atletas de 40 anos de idade ou mais. O Brasil está representado no paraciclismo de estrada por três atletas: Jady Malavazzi, Lauro Chaman e Soelito Gohr. Jady compete desde 2011 (tem 20 anos), e foi um acidente de carro que aos 12 anos mudou toda a sua vida fazendo com que elas perdesse os movimentos das pernas. Lauro Chaman, que tem uma deficiência na perna esquerda, produz cerca de 30% de força a menos naquela perna, o que não impede ele de competir em grandes provas e obter grandes resultados. Soelito sofreu um acidente enquanto treinava e ficou com limitações nos movimentos do braço esquerdo e por isso compete em uma bicicleta adaptada. Alguns destes também competirão nos eventos de pista (velódromo), onde temos outros representantes em outras categorias. Vamos ficar na torcida para que nossos atletas consigam atingir na Rio2016 os excelentes resultados que vêm alcançando nas competições nacionais e internacionais que participam!

Prof. Dr. Felipe Carpes
Professor Universidade Federal do Pampa
Presidente da Sociedade Brasileira de Biomecânica



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

BIOMECÂNICA NOS JOGOS PARALÍMPICOS | ATLETISMO PARALÍMPICO




No dia 08 de setembro iniciam as provas da modalidade que mais obteve medalhas em Jogos Paralímpicos, o Atletismo. Ao total nossos atletas conquistaram 109 medalhas (32 ouros, 47 pratas e 30 bronzes), e neste ano 61 atletas farão parte da delegação. Nesta edição dos jogos a expectativa do Comitê Paralímpico Brasileiro é a conquista de 11 a 14 medalhas de ouro, o que poderia colocar o Brasil na 5a colocação geral no quadro de medalhas. A participação dos atletas se dá em provas de campo (Field), que envolvem as provas de arremessos, lançamentos e saltos e de Pista (Track) com as provas de velocidade e fundo.
Os atletas são divididos em classes de acordo com a deficiência. As classes para as provas de pista são: F11 a F13 (pessoa com deficiência visual), F20 (pessoas com deficiência intelectual), F31 a F38 (pessoas com paralisia cerebral, sendo de 31 a 34 para cadeirantes e de 35 a 38 para ambulantes), F40 (anões), F41 a F46 (amputados e outros), F51 a F58 (cadeirantes com sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações). Já as provas de pista possuem as seguintes classificações: T11 a T13 (pessoa com deficiência visual), T20 (essoas com deficiência intelectual), T31 a T38 (pessoas com paralisia cerebral, sendo de 31 a 34 para cadeirantes e do 35 a 38 para ambulantes), T41 a T46 (amputados e outros (les autres) e T51 a T54 (cadeirantes com sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações).
Será muito comum observar os atletas utilizando próteses e cadeiras de rodas durante as competições. A evolução desses equipamentos é constante e a biomecânica em muito tem colaborado para isso. Enquanto o desenvolvimento de materiais leves reduzem o custo energético da locomoção, a criação de próteses flexíveis, como as J-shaped facilitam o aproveitamento da energia elástica. Talvez o grande desafio da aplicação da biomecânica do atletismo paralímpico esteja na adequação dos conhecimentos gerados a partir de atletas sem deficiências, associados a soluções de problemas práticos e específicos de cada atleta.
Ao contrário do atletismo olímpico, no paralímpico temos muitos favoritos a medalha de ouro. Eu destacaria no masculino o atleta Lucas Prado (T11), especialista em provas de 100, 200 e 400m rasos e Yohansson Nascimento (T46) que foi ouro nos 200m e prata nos 400m em Londres-2012. Não poderia deixar de citar o atleta do salto em altura Flávio Reitz. O referido atleta tem grandes chances de subir ao pódio, sendo que no último ano teve sua evolução física monitorada pelo Laboratório de Biomecânica da UFSC. No feminino os destaques são Teresinha Guilhermina (T1 ou T2) medalhista de ouro nas provas de 100 e 200m em Londres-2012 e Silvania Costa de Oliveira (T11), medalhista de ouro no salto em distância disputado em 2015 em Doha (Qatar). Agora é torcer pelos nossos atletas!

MSc. Mateus Rossato
Professor da FEFF/UFAM e doutorando no PPGEF do CDS/UFSC.